À Ana C.

Desculpe o egoísmo, amiga,
mas eu a quero aqui.
Eu a quero minha.
Não deixe a mudança de curso
verter os ébrios caminhos
da marginal.
Olhe mais uma vez
pela janela, sem medo.
Escale as ruínas e
tampe os ouvidos aos falantes.
Desfaça velhas intrigas e
libere o Eros acorrentado.
Agora, venha, dê-me a mão.
Olhe, novamente, pela janela
e vamos juntas retirá-la deste chão.