Cintia Barreto
Cintia Barreto
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À Ana C.

À Ana C.

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Desculpe o egoísmo, amiga,
mas eu a quero aqui.

Eu a quero minha.
Não deixe a mudança de curso
verter os ébrios caminhos
da marginal.

Olhe mais uma vez
pela janela, sem medo.
Escale as ruínas e
tampe os ouvidos aos falantes.

Desfaça velhas intrigas e
libere o Eros acorrentado.

Agora, venha, dê-me a mão.
Olhe, novamente, pela janela
e vamos juntas retirá-la deste chão.
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