A um Poeta

Perto da euforia louca da lua
A mulher se entrega e de joelhos
Revela seu destino nesses trechos
Colore, e beija, e finge, e dorme, e nua!
Diga, faça dessa marca os seus dedos
Do lápis e caneta, já na rua,
Os meios pelos quais não se destrua
A metáfora à luz dos seus segredos
Desvele solidões sem sacrifícios
Navegue devagar na caridade
Doe à fera a bela com artifícios
Engula os medíocres sem maldade,
Falsários, mantenedores do ofício
Que a vida reservou à humanidade