Cintia Barreto
Cintia Barreto
Carta ao Poeta

Carta ao Poeta

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A Castro Alves

Estudar-te-ei com afinco,
vasculharei teus bosques.

Segure minha mão
com graça,
ajude-me a decifrar tua esfinge.
Ajude-me a penetrar tua alma.

Em troca,
colocar-te-ei no altar,
santificarei teus atos,
purificarei teus erros,
glorificarei teus textos
e enxugarei tuas lágrimas.

Não esquecerei dos risos,
ainda que poucos e
por motivos vários,
revistarei teus cofres.

Oh! Meu novo-velho poeta,
teus vinte e quatro anos foram muito,
teus vinte e quatro anos foram nada.

Se tu morres, no meio da estrada,
como ficam tuas mãos, vazias?

Confia a esta dama-amiga
tuas crenças e amores findos.
Em troca, divulgarei teus lares,
derramarei nos ares
o cheiro dos versos teus.
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