A enorme boca do Dragão se abre,
me devora viva.
Sem dor... Sem máculas...
Enveredo-me por entre as ruelas
do destino
e encaro este mundo real.
Este mundo ... Vazio.
A consciência, machuca.
Quisera não entender
o que se passa aqui.
Ver os andarilhos esfomeados
a rondar seus olhos...
Quisera poder perpetuar
o sorriso de um menino...
Mas, o Dragão Vive...
Tórridas labaredas lançam-se
para mim.
Enxergar esta Vida falha,
sem anestesia...
É preciso ... calma.
É preciso
Alma...
Senhor, afasta de mim o Dragão,
o Vulcão.
Traga de volta a esperança
de quinze anos atrás.
Conduza meus passos largos
no ritmo da sua dança.
Preencha o vazio
e faça eu lembrar
das rosas
e não dos seus espinhos.