Cintia Barreto
Cintia Barreto
O poeta inventa verbos, | cria normas, dita regras. | Imita a vida, | a dor e a ferida.

De Repente, um Vazio

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A enorme boca do Dragão se abre,
me devora viva.
Sem dor... Sem máculas...
Enveredo-me por entre as ruelas
do destino
e encaro este mundo real.
Este mundo ... Vazio.

A consciência, machuca.

Quisera não entender
o que se passa aqui.

Ver os andarilhos esfomeados
a rondar seus olhos...

Quisera poder perpetuar
o sorriso de um menino...

Mas, o Dragão Vive...

Tórridas labaredas lançam-se
para mim.

Enxergar esta Vida falha,
sem anestesia...

É preciso ... calma.
É preciso
Alma...

Senhor, afasta de mim o Dragão,
o Vulcão.
Traga de volta a esperança
de quinze anos atrás.
Conduza meus passos largos
no ritmo da sua dança.
Preencha o vazio
e faça eu lembrar
das rosas
e não dos seus espinhos.
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